segunda-feira, 14 de julho de 2014

O modelo dos modelos e a relação com o AEE

O modelo dos modelos e a sua relação com o AEE
 
 

Este texto “O modelo dos modelos”, do autor Italo Calvino, nos faz refletir sobre a nossa prática pedagógica, a metodologia de ensino aplicada dentro da sala de aula e também especificamente durante a realização dos atendimentos na sala de Atendimento Educacional Especializado. Ao ler esse texto, o autor nos fala de um modelo pronto, ideal, perfeito, lógico que fosse capaz de adaptar-se a todos os outros, e por fim que esse modelo servisse de base e se adequasse a todas as realidades.

Para podermos conhecer o todo é necessário conhecer primeiro as partes e respeitar suas singularidades, bem como o AEE, cada aluno tem sua especificidade e para conhecer o aluno é preciso conhecê-lo de perto, identificar a causa do problema, a sua realidade enfrentada, as barreiras que vem tentando eliminar, para à partir da realidade do estudante poder ajuda-lo.

Para que realmente isso aconteça se faz necessário que o professor veja seu aluno como um todo, com os olhos do coração, perceba o que ele tem de melhor, que possa ver além da deficiência e que não enxergue apenas a sua deficiência em si, as limitações, e sim procurar conhecer  melhor cada aluno, o que ele tem em sua essência, as suas potencialidades, acreditar que o mesmo possa contribuir na superação de seus obstáculos.

Devemos apagar como diz o autor Italo Calvino, citado os modelos dos modelos homogêneos, padronizados em que tudo deve estar perfeito, sem erros, retos e alinhados, ou melhor, romper com o paradigma da normalidade para que possamos aceitar a conviver com as diferenças, onde todos possam ser beneficiados, felizes e possam se sentir capazes de alcançar seus objetivos e eliminar as barreiras encontradas no decorrer da caminhada de cada um.

E para que isso aconteça é muito importante que o professor, seja ele da sala comum ou da sala do AEE, tenha sua Pedagogia centrada no seu aluno e acima de tudo respeite a singularidade da aprendizagem de cada um.
 

domingo, 8 de junho de 2014

TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO

Recursos e Estratégias em baixa tecnologia para apoiar o aluno TGD em seu desenvolvimento
 
O uso da Comunicação alternativa e Aumentativa de baixa tecnologia, além do baixo custo é essencial para desenvolver as habilidades de comunicação das pessoas com Transtorno Global do Desenvolvimento ou Transtorno do Espectro Autista, de acordo com DSM-5 (maio, 2013). Deste modo “a CAA contribui para ampliar uma comunicação já existente e limitada ou, ainda, como uma alternativa, quando a fala não existe”(Santoretto, 2010, p. 47).
Esses recursos podem ser confeccionados com cartolinas, papelão e até mesmo com materiais recicláveis, como por exemplo, com a utilização de (embalagem de Nescau, refrigerante entre outros) e representados através de (fotos, imagens, gravuras, símbolos gráficos, símbolos pictóricos entre outros). “Para tanto, é possível utilizar os mais variados sistemas de CA, através dos quais podem ser elaboradas as pranchas, painéis, carteiras, entre outros. (ZAPOROSZENKO e ALENCAR, 2008 apud Bez, 2014 p.03). Assim, incluímos também o uso do colete de comunicação.
Colete de comunicação

 
O colete pode ser confeccionado com qualquer tecido ou até mesmo com o TNT ( tecido não tecido), que é de baixo custo, e com o velcro, que facilita o manuseio dos cartões. Tanto neste, quanto nos outros recursos, o professor ou a pessoa que está mediando a atividade, não pode esquecer de reforçar a linguagem oral e escrita.
Um outro recurso indispensável é a prancha de comunicação, esta pode ser móvel ou fixa, em mesa, cadeira entre outros. De acordo com (Sartoretto, 2010, p.30)" podemos colar uma prancha de comunicação e revesti-la com material plástico adesivo, favorecendo a conservação do material".
 
 
O professor do Atendimento Educacional Especializado é o responsável pela confecção destes recursos, no entanto é imprescindível a parceria com a família e o professor do ensino regular, visto que, se utilizado em mais de um ambiente, em menos tempo a comunicação será estabelecida.
 
REFERÊNCIAS:
BELISÁRIO FILHO, José Ferreira. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: transtornos globais do desenvolvimento / José Ferreira Belisiário Filho, Patrícia Cunha. Brasília: Ministério da Educação, secretaria de Educação Especial; [Fortaleza]: Universidade Federal do Ceará, 2010. v. 9. (Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar).
BEZ, M. R. Comunicação Alternativa e TEA. In: Curso de Atendimento Educacional Especializado. Disciplina: AEE E TGD. 2014.
Imagens. Disponível em: www.intel.com/educacao. Acessado em: 07/06/14.
 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Diferença entre Surdocegueira e Deficiência Múltipla Sensorial


MELO, Juliana de Fátima Scanoni Cezário

 


A Surdocegueira é uma deficiência única em que o indivíduo apresenta ao mesmo tempo perda da visão e da audição. É considerado surdocego a pessoa que apresenta estas duas limitações, independente do grau das perdas auditiva e visual. De acordo com Lagati (1995) “A surdocegueira é uma condição que apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez. O termo hifenizado indica uma condição que somaria as dificuldades da surdez e da cegueira. A palavra sem hífen indicaria uma diferença, uma condição única e o impacto da perda dupla é multiplicativo e não aditivo”.

 

A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é deficiência múltipla. Segundo o fascículo (AEE-DM), as pessoas surdocegas estão divididas em quatro categorias:

 

ü As pessoas que eram cegas e se tornaram surdas;

ü As pessoas que eram surdos e se tornaram cegos;

ü As pessoas que se tornaram surdocegos;

ü As pessoas que nasceram surdocegos, ou se tornaram surdocegos antes de terem aprendido alguma linguagem.

 

Por ser desprovida de dois sentidos importantes a perda sensorial traz dificuldades para o desenvolvimento da compreensão do ambiente e muitas vezes a pessoa com surdocegueira fica isolada das informações do mundo que a cerca. O surdocego necessita da utilização dos sentidos remanescentes, ou seja, aqueles que estão intactos: o olfato, paladar, tato e aqueles que ainda possuem resíduo: visuais e ou auditivos. Sentidos estes, que lhe trarão informações sobre o ambiente no qual está inserido.

 

Múltipla deficiência sensorial é a deficiência auditiva ou a deficiência visual associada a outras deficiências (mental e/ou física), como também a distúrbios (neurológico, emocional, linguagem e desenvolvimento global) que causam atraso no desenvolvimento educacional, vocacional, social e emocional, dificultando a sua auto-suficiência.

 

Deficiência múltipla é quando uma pessoa apresenta mais de uma deficiência, “é uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social” (fascículo DMU).

 

As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência, podem apresentar cegueira e deficiência mental; deficiência auditiva e deficiência mental; deficiência auditiva e autismo e outros.

 

As pessoas com Múltipla Deficiência Sensorial podem apresentar:

 

ü Surdez com deficiência mental leve ou severa;

ü Surdez com distúrbios neurológicos, de conduta e emocionais;

ü Surdez com deficiência física (leve ou severa);

ü Baixa visão com deficiência mental leve ou severa;

ü Baixa visão com distúrbios neurológicos, emocionais e de linguagem e conduta;

ü Baixa visão com deficiência física (leve ou severa);

ü Cegueira com deficiência física (leve ou severa);

ü Cegueira com deficiência mental (leve ou severa);

ü Cegueira com distúrbios emocionais, neurológicos, conduta e linguagem.


As causas podem ser das mais diversas. Entre elas, podemos citar:

 

ü A má-formação congênita, que trata-se de "uma condição presente ao nascimento onde a hereditariedade não pode ser imediatamente excluída e não está necessariamente causando a anomalia que se apresenta. Pode ser definida portanto como qualquer defeito na constituição de algum órgão ou conjunto de órgãos que determine uma anomalia morfológica estrutural presente no nascimento por causa genética, ambiental ou mista"; Fonte: Wikipédia;

 

ü Causas pré-natais;

 

ü Infecções virais como rubéola ou Doenças Sexualmente Transmissíveis, que é importante destacar, que se não forem devidamente tratadas, podem causar a múltipla deficiência em adultos.

 

De acordo com Mesquita (2010), “As características especificas apesentadas pelas pessoas com deficiência múltipla lançam desafios à escola e aos profissionais que com elas trabalham no que diz respeito à elaboração de situações de aprendizagem a serem desenvolvida para que sejam alcançados resultados positivos ao longo do processo de inclusão”.

 

 

REFERÊNCIAS:

 

BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010).

 

BRASIL, Ministério da Educação e da Cultura. Saberes e Práticas da Inclusão. Dificuldades de comunicação e sinalização surdocegueira/ deficiência múltipla sensorial. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/surdosegueira.pdf, acessado em: 19 de Abril de 2014.  

 

Surdo-Cegueira e Múltipla Deficiência SensorialDisponível em: http://www.coladaweb.com/medicina-e-enfermagem/surdo-cegueira-e-multipla-deficiencia-sensorial, acessado em: 19 de Abril de 2014.

 

 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ


Educação Escolar de Pessoas com Surdez

Atendimento Educacional Especializado (A.E.E)

 

                                                           MELO, Juliana de Fátima Scanoni Cezário

 


 

“Estudar a educação escolar das pessoas com surdez nos reporta não só a questões referentes aos seus limites e possibilidades, como também aos preconceitos existentes nas atitudes da sociedade para com elas” DAMÁZIO (2013, p. 13)

 Todas as pessoas, portadoras ou não de necessidades especiais, têm o direito de acesso à saúde, lazer, trabalho, educação e demais recursos que são necessários ao pleno desenvolvimento do ser humano.

 Ao longo da história, as pessoas com necessidades especiais foram julgadas incapazes de realizarem atividades consideradas normais ao ser humano “normal”. Essas pessoas foram então excluídas da sociedade e seus direitos, principalmente os de acesso ao trabalho e educação, foram desrespeitados.

Segundo Damázio (2010) “A educação escolar das pessoas com surdez nos reporta aproximadamente há dois séculos, quando se instaurou um embate político e epistemológico entre os gestualistas e oralistas”.

 O interesse pela educação das pessoas surdas surgiu pela percepção da necessidade de aprofundar conhecimentos e construir novos saberes sobre a inclusão na rede regular de ensino.  

A inclusão das pessoas com surdez se apresenta como um fato novo para a maioria dos professores e profissionais ligados à educação, surgindo como um grande desafio para todos, pois, uma escola inclusiva deve oferecer, ao aluno surdo possibilidades reais de aprendizagem, caso contrário estará realizando uma inclusão precária. Assim:

 
“Diante dessas concepções torna-se urgente repensar a educação escolar dos alunos com surdez, tirando o foco do confronto do uso desta ou daquela língua e buscar redimensionar a discussão acerca do fracasso escolar, situando-a no debate atual acerca da qualidade da educação escola e das práticas pedagógicas” (ALVEZ, 2010).

 De acordo com Damázio (2010), “Historicamente as concepções desenvolvidos sobre educação de pessoas com surdez se fundamentaram em três abordagens diferentes: a oralista, a comunicação total e a abordagem por meio do bilinguismo”.

Na abordagem Oralista visa a capacidade da pessoa com surdez para utilização da língua da comunidade ouvinte na modalidade oral, como única possibilidade linguística.

 A abordagem da Comunicação Total, considera a pessoa com surdez de forma natural, aceitando suas características e prescrevendo o uso de todo e qualquer recurso possível para a comunicação.

 A abordagem por meio do Bilinguismo visa capacitar a pessoa com surdez para a utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na sua vida social, ou seja, a língua de sinais e a língua da comunidade ouvinte, assim facilitando a comunicação e interação da pessoa com surdez.

 É importante ressaltar que a pessoa com surdez pode e deve ter uma vida normal, e a escola tem um papel fundamental na vida destes indivíduos, não só das pessoas com surdez, mas de todos que apresentam limitações, pois segundo Damázio (2010) “Precisa ser uma escola que se organiza para todos, independentemente de alguma pessoa ter deficiência visível, no qual todas as diferenças são reconhecidas e a valorização do potencial humano é a prioridade do fazer educativo cotidiano”.

 
 
Referências:
 

ALVEZ, Carla Barbosa. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: abordagem bilíngue na escolarização de pessoas com surdez/ Carla Barbosa Alvez, Josimário de Paula Ferreira, Mirlene Macedo Damázio. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial; Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2010.

DAMÁZIO,Mirlene F.M.,ALVES,Carla B. e FERREIRA,J.P. Educação Escolar de Pessoa com Surdez In: AEE : Fascículo 4: Abordagem Bilingue NA Escolarização de pessoas com Surdez. Fortaleza: UFC, 2010. p. 07-09.

DAMÁZIO, M. F. M. ; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p. 46-57.

domingo, 1 de dezembro de 2013

AUDIODESCRIÇÃO

A audiodescrição permite que as pessoas não só com deficiência visual, construam imagens mentais, e que literalmente visualizem todos os elementos que fazem parte da história.
As ilustrações são impregnadas de significados e traduzi-las em palavras completa o próprio texto, traz mais cores e encantamento para a história.Chamar a atenção de todos para os recursos imagéticos, e não somente das pessoas com deficiência visual, usando mais elementos descritivos durante a contação, certamente, será um diferencial para quem participa da atividade. Pessoas sem deficiência que assistem a algum evento ou espetáculo com audiodescrição afirmam que o recurso aumenta a compreensão, mostra e desvela detalhes que passariam despercebidos. Pessoas com deficiência visual que perderam a visão depois de adultos afirmam que a audiodescrição devolve o prazer de assistir a espetáculos audiovisuais. E para aquelas que já nasceram cegas, o recurso abre janelas e permite um conhecimento maior de mundo.A audiodescrição ajuda ao indivíduo compreender melhor o que está sendo proposto e apresentado.

 

 

OUÇA AQUI O AUDIO DA TIRINHA 7 ou leia em texto abaixo:

SUPER NORMAIS – O PODER DA DIFERENÇA.

A tirinha de 30/01/2013, em preto e branco, com um quadro, apresenta duas crianças: um menino em cadeira de rodas e uma menina de cabelos presos e vestido de bolinhas. Os dois estão parados no lado esquerdo, em um parque, olhando para uma gangorra de madeira, no outro lado. O menino diz: Os meus pais me ensinaram que esse brinquedo se chama vida. A menina esboça um leve sorriso.

Audiodescrição: VER COM PALAVRAS
Narração: Marcelo Sanches

 

domingo, 20 de outubro de 2013

Jogo da memória


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JOGO DA MEMÓRIA
 
O jogo da memória é um importante instrumento de aprendizado. Este jogo estimula o raciocínio lógico e a capacidade de memorização do cérebro da criança.
Estes jogos podem começar a aparecer entre as brincadeiras da criança a partir de 01 ano de idade, onde possibilitam os estímulos visuais, as cores, estimulando também fala.
Uma criança que brinca com jogos da memória podem ter raciocínio mais rápido e capacidade de memorização mais aguçada. Por isso, é muito importante que os pais estimulem que seus filhos aceitem esse tipo de brincadeira educativa que é saudável para a mente da criança que está em pleno desenvolvimento. Isso porque estimula que o pequeno fique atento aos desenhos, textos ou imagens que fazem parte do jogo, para saberem suas posições.
As crianças costumam aprender mais através dos brinquedos, brincadeiras e jogos educativos, pois mantém o pequeno envolvido pelo entusiasmo do momento havendo assim um envolvimento emocional que proporciona o desenvolvimento do cérebro naquele momento. Os jogos de memória são importantes, pois são prazerosos e estimulam ainda mais o aprendizado, pois é visto apenas como uma brincadeira.
Além disso, os jogos de memória são possíveis de estimular a criatividade e a noção das regras desde muito cedo de uma forma lúdica e divertida. Esse estímulo melhora o comportamento infantil diante de regras que surgem em casa, na escola e em toda sua vida, um sentido de que a regra serve apenas para organizar e tornar a vida mais fácil e não que seja algo ruim. Auxiliando também no convívio familiar e social, seja qual for o ambiente.
 
Fonte: http://www.pirlimpimpimbrinquedos.com.br/blog/jogo-da-memoria/jogo-da-memoria-infantil-a-importancia-no-desenvolvimento-das-criancas/